A Reforma Tributária no Brasil deixou de ser uma possibilidade e já é realidade com o período de transição em 2026. Para as empresas, essa mudança exige um planejamento tributário estratégico imediato para garantir a conformidade fiscal e a saúde financeira.
Com a substituição de tributos sobre o consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pelo IVA Dual — composto pela CBS e IBS —, o ecossistema empresarial passa por transformações profundas. Setores como saúde, educação e profissões intelectuais contam com regimes diferenciados e reduções de alíquotas (30% a 60%), mas o impacto na carga tributária dependerá diretamente da eficiência na gestão de créditos.
A grande revolução está na digitalização e no split payment, onde o imposto é retido na fonte no pagamento eletrônico. Isso altera a lógica do fluxo de caixa e extingue o ganho financeiro sobre a inadimplência. Além disso, o direito ao crédito fiscal passa a ser estritamente financeiro e condicionado à regularidade do fornecedor: se o parceiro comercial estiver irregular, sua empresa perde o crédito.
Para se adaptar a essa nova era fiscal em 2026, as organizações precisam agir em frentes integradas: auditar sistemas ERP, modelar cenários de precificação, revisar contratos e capacitar continuamente as equipes de TI, fiscal e financeiro.
A conformidade fiscal não é mais apenas uma obrigação legal, mas a maior vantagem competitiva do mercado.
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